| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Furnariida |
| Superfamília: | Furnarioidea |
| Gray, 1840 | |
| Família: | Dendrocolaptidae |
| Gray, 1840 | |
| Subfamília: | Dendrocolaptinae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | X. carajaensis |
O arapaçu-do-carajás é uma ave passeriforme da família Dendrocolaptidae.
Seu nome significa: do (grego) xiphos = espada; e kolaptës = pica pau; e de carajaensis = referente a serra dos Carajás em Paraupebas no estado do Pará, Brasil. ⇒ Pica pau com espada da serra dos Carajás.
Essas particularidades na diferenciação resultam de um processo chamado especiação - quando uma população de uma mesma espécie se divide em duas, cada uma delas se diferenciando e originando uma nova espécie. A separação é geralmente causada por barreiras geográficas - como os rios, no caso da nova espécie de arapaçu. O arapaçu-de-carajás deve ter se originado entre 2 e 3 milhões de anos atrás, na passagem da época do Plioceno para a do Pleistoceno, quando se formaram os atuais cursos dos rios amazônicos.
Mede 30 centímetros do extremo da cauda à ponta do bico, pesa cerca de 110 gramas e tem uma plumagem peculiar: o corpo é coberto com penas marrom-esverdeadas, com asas e cauda castanhas. Em comparação com as outras espécies de arapuçus do gênero Xiphocolaptes , as estrias brancas que tem na cabeça são mais largas, enquanto a asa, a cauda e o bico são menores.
Embora façam seus ninhos nos ocos das árvores, escondendo-se de quem os queira ver ou fotografar, os arapaçus não são capazes de escavar - aproveitam orifícios já abertos. Ali dentro, põem os ovos sobre uma espécie de colchão com pedaços de casca ou de folhas secas. Apesar de mudarem pouco na coloração - são geralmente marrons.
Cantam de manhã cedo e no fim do dia - um canto composto por uma série de assovios que se inicia com uma nota mais alta, mais facilmente ouvido na época de reprodução, entre setembro e janeiro.
A nova espécie foi observada pela primeira vez em julho de 1985, durante uma expedição a uma área de floresta situada dentro da concessão de exploração mineral da Vale do Rio Doce, na Serra dos Carajás. Nessa viagem, Silva encontrou e logo perdeu o pássaro de vista. Só três dias depois, quando se preparava para voltar a Belém, é que conseguiu capturar um exemplar com uma rede de neblina, feita de náilon fino para confundir as aves. “Os arapaçus se movem rapidamente e são difíceis de ser acompanhados durante muito tempo”, explica o ornitólogo, que descreveu a nova espécie num artigo publicado em setembro na revista científica britânicaBulletin of the British Ornithologists' Club , junto com outros dois ornitólogos: David Oren, atualmente diretor científico da The Nature Conservancy do Brasil, e Fernando Costa Novaes, pesquisador aposentado do Museu Emílio Goeldi, em Belém.